:: Loja do Subsolo ::

Noticias e opinioes sobre musica em geral. Produzido por Pedro Schneider e Sandro Ferreira
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:: Quarta-feira, Julho 30 ::

MUDANÇA DE ENDEREÇO


A loja mudou de endereço. Para acessar esse blog agora, clique em www.lojadosubsolo.blogger.com.br


Obrigado pela preferência !


:: Pedro 13:55 [+] ::
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:: Segunda-feira, Julho 28 ::
CLARIM DIÁRIO NO BALLROOM


Aqui estão algumas imagens do show do Clarim Diário no Ballroom, uma exclusividade "Loja do Subsolo".













:: Pedro 14:47 [+] ::
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ESSA EU QUERIA TER VISTO




Rock e pagode em guerra
Integrantes do LS Jack e do Art Popular brigam e provocam tumulto no Aeroporto Santos Dumont

O pop rock e o pagode declararam guerra. Ontem, as bandas LS Jack e Art Popular trocaram socos, pontapés, cabeçadas e insultos no saguão central do Aeroporto Santos Dumont, no Centro, e na rua em frente. Pandeiros e uma caixa de engraxate também foram usados como armas na pancadaria dos músicos, que acabou com três integrantes encaminhados para o Hospital Souza Aguiar. Do lado do LS Jack, os feridos foram o baixista Vitor Queiroz, 32 anos, que teve fratura no punho esquerdo, e o baterista Luiz Eduardo, o Bicudo, 30, com sangramento no nariz. O percussionista do Art Popular, Douglas José dos Santos, o Tcharlinho, 33, teve luxação nas costas na altura do ombro direito. Márcio Ferreira Lisboa, o Márcio Art, 36, do grupo de pagode, teve ferimentos na boca, causados por socos, mas não foi levado para o hospital.

Segundo a empresária do LS Jack, Bebel Xavier, o tumulto começou quando ela ouviu integrantes do Art Popular fazendo críticas à banda de rock na sua frente. Ela reclamou dos comentários, começou a discutir com os pagodeiros e a briga se generalizou quando os músicos se envolveram no bate-boca. O Art Popular dá outra versão. De acordo com o líder da banda, Leandro Lehart, ele e os colegas apenas conversavam sobre o alto preço de CDs, entre os quais o de Ed Motta, que constavam no catálogo de uma companhia aérea.

Roqueiros são acusados de racismo por pagodeiros

Integrantes do grupo de pagode acusam os rivais do LS Jack de racismo e bairrismo. “Além de nos agredirem covardemente, ainda disseram que éramos uma cambada de pretos”, contou Márcio Art, acrescentando que os roqueiros cariocas os chamavam de paulistas como um xingamento. Lehart afirmou que vai entrar com processo por racismo e danos morais contra os músicos do LS Jack.

Edgar dos Santos, empresário do Art Popular e irmão de Tcharlinho, disse que eles tiveram que brigar para se defender. Ele acusou Marcus Menna, vocalista do LS Jack, de ter iniciado as agressões com uma cabeçada no percussionista Evandro Fernandes Soares. Já Menna rebateu dizendo que os integrantes do seu grupo foram provocados. O cantor nega as acusações de racismo.

O delegado Leonardo Salgado, da 5ª DP (Centro), disse que será instaurado um inquérito para apurar as lesões corporais e crime de injúria qualificada, em virtude das acusações de racismo. Os integrantes das bandas vão passar por exame de corpo de delito.

As duas bandas vieram de São Paulo, no mesmo vôo da Gol, para fazer shows no Projac (estúdios da Rede Globo) em Jacarepaguá. O show do Art Popular ocorreu sem problemas, mas o do LS Jack foi cancelado.

(Por Ana Maria Pessoa, em O Dia de 28 de julho de 2003)


:: Sandro 13:25 [+] ::
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:: Segunda-feira, Julho 21 ::
RE-LEGIÃO



Em 1987, prestes a completar 10 anos de idade, fui passar as férias na casa do meu tio em Goiânia. Apesar de não ter nenhum músico na família, todos por lá sempre foram muito ligados em música. E foi numa tarde dessas que minha tia me botou pra ouvir uma música que começava assim "quem me dera ao menos uma vez, nana nana na nana nan nan nan..." e me mostrou um disco bege escrito "Dois" no meio. Bom, daí pro vício foi um passo.

Durante quase 10 anos ouvi e vivi Legião Urbana como um louco. Fui daquelas pessoas que diziam que era possível se contar a história da própria vida através de músicas da Legião. Pra cada situação do dia-a-dia tinha um verso de Renato Russo na ponta da língua. Sentia vontade de tocar, de cantar, de compor como eles. Fui um dos milhares de jovens que resolveram entrar na aula de violão só pra aprender a tocar “Quase sem querer” e “Faroeste Caboclo”. Passei dias tirando os acordes de todas as músicas até montar o meu Songbook. Comprei camisa e boné, e tive o privilégio de assistir ao último show da banda no Rio de Janeiro. O show no antigo Metropolitan em 94 é, até hoje, o melhor show que assisti na vida.

Em outubro de 96, Renato Russo morreu e a banda acabou. Fiquei em estado de choque. Tinha perdido todos os meus pontos de referência. Minha formação musical tinha voltado à estaca zero. Me dei conta de que não “sabia” ouvir mais nada a não ser Legião. Desesperado resolvi fuçar os Lps da minha mãe, buscando algo que fosse totalmente novo pra mim e que me desse um novo caminho. Achei “Talking Book”, do Stevie Wonder. Encostei meus discos, cds e souvenirs da Legião e caí de cabeça no mundo do Funk, Soul, R&B e de todos os “blacks” dos anos 60/70.

Fiquei anos sem ouvir ou tocar nada que remetesse à Legião Urbana. O Funk e o Soul me levaram a outros lugares interessantes como o Acid Jazz e o Lounge. Cada relançamento de sobras de gravação, músicas perdidas ou qualquer uma dessas apelações mercadológicas pra ressuscitar Renato Russo me afastavam ainda mais da banda. Ouvir Renato nas rádios cantando “Hoje a noite não tem luar” ou “Mais uma vez” me dava enjôo.

Até que no último sábado, por acaso, assisti um especial no Multishow sobre a história da banda com depoimentos, imagens, sons e histórias. Talvez por ter sido pego de surpresa, o programa me fez lembrar de toda essa história que acabei de contar. Bateu nostalgia mesmo. Peguei o violão e tentei me lembrar de todas as músicas que tinha decorado e que há tanto tempo não tocava. Apesar de demorarem um pouco a sair, estavam todas lá guardadas em algum canto do cérebro.

Ultimamente me sentia meio “forçado” a tocar violão apenas pra treinar pros shows e estava sempre inventando desculpas pra falta de tempo de ouvir um cd com calma. Lembrei, então, do prazer que tinha quando tocava no violão uma música da Legião e de como é passar uma tarde inteira deitado na cama, ouvindo um disco com encarte na mão lendo as letras e buscando significado nelas pra minha vida.

Fiz tudo isso novamente nesse último fim de semana. Agora, mais amadurecido, tudo tomou uma nova proporção pra mim. E voltei a sentir uma vontade muito grande de ouvir e tocar as músicas daquela que, pra mim, será sempre a melhor banda brasileira de todos os tempos.

Como diria Renato, “não há mentiras nem verdades aqui, só há música urbana”.


:: Sandro 11:19 [+] ::
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:: Quinta-feira, Julho 17 ::
DENÚNCIA



Como se não bastasse o que rolou no último "Green Rock", mais uma meia dúzia de incompetentes resolvem tratar com total desrespeito as bandas novas que batalham independente pra levar suas músicas além das fronteiras de sua cidade. Quero ver neguinho fazer isso com Capital, Charlie Brown, Skank e sair na boa.

Dia D: estrutura do festival foi desmontada nesta quarta-feira

Palcos, barracas, banheiros, enfim, toda a infra-estrutura do Festival Dia D foi desmontada nesta quarta-feira. O evento, marcado inicialmente para acontecer no último sábado foi adiado, em conseqüência da chuva, para esta quinta-feira. Mas tudo indica que não será realizado.

Os responsáveis pelo Festival, proprietários da Múltipla Eventos, estão desaparecidos, desde o final de semana. Henrique Oliveira e Adolpho Vieira não foram localizados pela imprensa e nem mesmo pelos apoiadores do festival, como explica o subsecretário de Cultura de Vitória, Luiz Cláudio Gobbi.

"Nós não podemos anunciar oficialmente o cancelamento do Dia D, porque não somos os responsáveis pelo evento. Quem deve fazer isso é a Múltipla Eventos. Mas os proprietários não apareceram nem mesmo para comunicar oficialmente o adiamento do evento. A empresa está fechada e os proprietários desapareceram", disse o subsecretário.

Até esta quarta-feira, nenhuma das empresas contratadas para atuar no festival havia recebido o pagamento. Equipe de seguranças, firma de som, instaladores de toldos, assessoria de imprensa, todos no prejuízo. Nem mesmo os barraqueiros que pagaram uma taxa para trabalhar no Dia D foram ressarcidos.

De acordo com o advogado, Fábio Daher Borges, da Laser Discos, um dos pontos de venda dos ingressos para o Festival Dia D, todo o dinheiro dos ingressos vendidos era recolhido por um contratado da empresa Múltipla Eventos. A responsabilidade por esse serviço era do funcionário Paulo Sérgio, que recolhia o dinheiro, em média, duas vezes ao dia, não tendo ficado nenhum valor nas lojas, desde a última sexta-feira, dia 11 de julho.

Os responsáveis pela Laser Discos informam ainda que não haverá troca de ingresso ou devolução do dinheiro em nenhuma de suas lojas, porque a participação de empresa foi unicamente em ceder espaços para a venda dos bilhetes.

De acordo com o secretário executivo do Procon de Vitória, Ademir Pavão, a responsabilidade sobre a devolução do dinheiro dos ingressos é da múltipla eventos e caso os proprietários não pareçam para efetuar essa devolução, isso será um caso de polícia.

(Luciene Araújo, da Redação Gazeta Rádios e Internet, dia 16/07/2003)

Lamentável....


:: Sandro 18:52 [+] ::
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DISK MTV


Caraca, tive o desprazer de ver o finalzinho do disk MTV ontem. O clipe que está em primeiro lugar é um desses do Charlie Brown Jr. onde eles, pra variar, ficam fazendo gestos obscenos e falando palavrões. Realmente eu não gosto da atitude dessa banda, acho que eles não tem nada pra dizer pelo menos pra mim. O seu público é basicamente de adolescentes e pit boys que causam brigas e confusões em todos os shows da banda. Não quero dar uma de velho chato aqui e acho que se os caras estão lá é porque realmente essa galera se identifica com isso mas não deixo de achar lamentável a performance artística dos caras. Muito ruim...



:: Pedro 15:31 [+] ::
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:: Terça-feira, Julho 15 ::
MÚSICA E SINCERIDADE


O Paulo Roberto, colunista lá do Roquenrou, me convidou para escrever um texto no zine que ele edita lá em São Paulo e o resultado está aqui em primeira mão para os clientes da loja.


É engraçado, desde pequeno, eu sempre sonhei ser músico. Aliás, músico, não; eu adorava mesmo era ver os artistas na televisão com suas guitarras maravilhosas, seus cabelos esvoaçantes, suas poses pra lá de inventivas. Como era legal ver aqueles caras tentando adivinhar o que o Gugu desenhava na guerra dos sexos do extinto "Viva a Noite", cantando no "Xou da Xuxa". Já deu pra perceber que a minha infância se passou em plenos anos 80, a época de ouro do rock nacional. Lá pelos meus 9 ou 10 anos, aquilo já estava definido na minha cabeça: eu seria um astro de rock. Iria tocar baixo como Paulo Ricardo e escrever músicas como Renato Russo. É, o tempo passou, a inocência também, mas aquela vontade juvenil nunca se dissipou. Apenas comecei aos poucos a achar ridículo certo tipo de exposição a que o artista é submetido ao longo de sua carreira. Ir ao Gugu, aos poucos, foi tendo o status contrário para mim.


A década de 80 também foi próspera em bandas, digamos, de Heavy Metal. Se pensarmos que o Bon Jovi se enquadrava nesse cenário, a afirmação mais parece uma piada. Mas não era. Eu me lembro bem do primeiro Rock in Rio, quando eu tinha 8 anos e ficava com inveja do pessoal mais velho que morava no meu prédio e tinha idade para ir ao festival. E com certeza a noite que mais me assustava era aquela dos metaleiros, com gente como Ozzy Osbourne, que comia morcegos de mentira no palco. No colégio, era sinal de status comprar pulseiras pontudas e dizer que iria ao show, mesmo que isso fosse uma baita mentira. Ser o garoto malvado sempre foi melhor que usar óculos e tomar bolinha de papel na cara. Tudo muito ousado, maléfico, com aqueles dois dedos levantados com o polegar de lado, dando a idéia de que você era adorador do diabo.


Hoje tenho 26 anos e toco baixo numa banda que acabou de gravar um CD e que tem como meta levar sua música ao máximo de pessoas possível e ser sincera na sua arte. Acredito que sinceridade seja primordial para que o artista seja respeitado. A grande questão é como ser sincero diante do esquema do mercado musical mundial. Será que alguém ainda acha legal ver a Avril Lavigne quebrando os instrumentos e sacaneando todo mundo no clipe de sua música "Complicated"? Estaríamos vivendo a era do "sexo, drogas e roquenrou" fabricado e embalado? A verdade é que não existe mais contexto para essas coisas acontecerem. Na década de 70, quebrar uma guitarra, cheirar cocaína e ficar pelado no palco talvez até fizesse algum sentido, mas qual é a rebeldia em se fazer isso se qualquer "bizarrice" pode ser encontrada a qualquer hora na internet? O que te deixaria mais espantado, ver Ozzy Osbourne bebendo uma coca-cola ou vê-lo tomando um porre, comendo morcegos e quebrando tudo? Tomar refrigerante hoje é muito mais roquenrou do que beber cerveja, podem acreditar.


A palavra a ser seguida hoje na música é sinceridade. Isso é o que mais me chama a atenção, junto com uma boa melodia e uma boa letra. Não importa se você vai ao Gugu, se você é bicho grilo, se você cheira cocaína ou se você é um nerd. A sinceridade é a principal virtude que um artista deve ter. É dessa forma que você conquista um público fiel e consegue o respeito pelo seu trabalho, seja ele de qual estilo for. Sucessos astronômicos e fabricados acontecem e sempre irão ocorrer, pois muita gente acredita que é possível fazer um artista para ganhar muito dinheiro. Mas esse sucesso é rápido e tem morte certa. Por isso, se alguém estiver com vontade de montar uma banda, use a sinceridade nas suas letras e nas suas atitudes. É um ótimo cartão de visitas.


:: Pedro 10:38 [+] ::
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:: Segunda-feira, Junho 30 ::
CLARIM DIÁRIO FINALIZA AS GRAVAÇÕES



Caramba, sabe aquele negócio de só dar valor quando você perde ? Pois é, descobri que sou um viciado em internet depois que meu computador deu pau. Que merda, fiquei desesperado esse fim de semana sem poder postar nada. Enfim, estou aqui pra dizer que finalmente as gravações do Clarim acabaram. Falta mixar algumas músicas e essa semana mesmo vai ser masterizado. O nome e a ordem das músicas também já foram decididos e serão divulgados em breve. Aproveito para agradecer o apoio e o carinho de todos os nossos clientes.


:: Pedro 16:03 [+] ::
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:: Sexta-feira, Junho 27 ::
A RESISTÊNCIA DO RIO



Pois é... ultimamamente as coisas andam meio devagar na cena carioca. Vacas magras, maré baixa ou, simplesmente um momento de tomada de fôlego, o fato é que poucos são os focos que ainda resistem e insistem em manter o rock do Rio em atividade. Dois deles prometem salvar este final de semana.

Hoje, na Bunker rola mais um "episódio" da festa London Burning e o seu "Indie é o novo pop" com shows das bandas Reverse e Stellabella.

Amanhã, as mulheres estarão em cartaz no Cine Íris em mais uma parceria da Vez do Brasil (Rádio Cidade FM) e da Loud. As bandas Leela e Penélope prometem deixar a rapaziada hipnotizada com as (já conhecidas) performances das vocalistas Bianca Jhordão e Érika Martins, respectivamente.

Anotem o serviço, compareçam e prestigiem.
Salve a resistência!

London Burning - Indie é o novo pop
Shows com as bandas Reverse e Stellabella
Sexta, 27/06 às 23h
Bunker (Rua Raul Pompéia, 94 - Copacabana)
Preço: R$10 (com filipeta)
Mais informações: www.bunker94.com.br / www.londonburning.com.br

Loud! A Vez do Brasil
Shows com as bandas Leela e Penélope
Sábado, 28/06 às 22h30
Cine Íris (Rua da Carioca, 51 - Centro)
Preço: R$10 (50 primeiros na fila), R$14 (antecipados nas lojas -
endereços no site da Loud), R$17 (com filipeta).
Mais informações: www.loud.com.br / www.sk8.com.br


:: Sandro 12:12 [+] ::
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:: Sexta-feira, Junho 20 ::
POPTICAL - PARECE, MAS NÃO É

Pode ser até pretensão minha, mas a primeira impressão que eu tive quando terminei de ouvir “Poptical”, de Ed Motta, é que se trata de um CD feito apenas para fãs e pra ele mesmo entenderem como um todo. Afinal, quem não conhece detalhes da personalidade e da história de Ed não entende quando ele diz que a diferença básica entre o antecessor Dwitza e o novo Poptical se resume no simples fato dele ter trocado o vinho, no qual se tornou especialista, pela nova paixão: a cerveja belga. Ou será que entende?

Bom, o fato é que este novo trabalho inaugura uma nova fase. É o primeiro disco desde que completou 30 anos (o nono da carreira), e é quase impossível não perceber que ele amadureceu em vários sentidos trazendo consigo algumas mudanças. Além de trocar o vinho pela cerveja belga, Ed trocou a Universal pela Trama, abriu mão dos extensos naipes de cordas e de metais por teclados (muitos teclados) e uniu as suas necessidades musicais com as necessidades do mercado. Há tempos não via Ed Motta em tanto programa de televisão divulgando seu CD. Estou falando de programas como o do Raul Gil, da Adriane Galisteu, da Sonia Abrão entre outros. E na agenda de julho estão marcados shows seguidos de 8 a 19 de julho em, pelo menos, 10 cidades diferentes. Que disposição!

Pra garantir espaço nas rádios, nos programas de TV e no gosto do povo que ainda acha que Ed Motta é o “sobrinho do Tim Maia que canta aquela música do Manuel”, Poptical traz como single uma parceria de Ed com Seu Jorge. “Tem espaço na van” é um funk-pop recheado de imagens urbanas que lembra os bons tempos de Conexão Japeri e dá um "perdido" em quem compra o CD achando que todas as músicas seguem o mesmo estilo.

Senão vejamos, o disco abre com "Minha Casa, Minha Cama, Minha Mesa" , parceria com Nelson Motta (aliás, o CD tem 12 músicas com 12 parceiros diferentes encarregados de fazer as letras para suas harmonias e melodias) e é um samba-jazz muito influenciado por João Donato com um toque setentista peculiar.

A primeira balada aparece em “That rose that came to bloom”, cantada toda em inglês mesmo, pois a letra foi feita por Jean Paul Maunick, líder do excelente Incognito, banda inglesa de acid-jazz. Ed participou do último disco dos caras e fez uma turnê pelo Japão com eles. Pra se ter uma idéia, Poptical, inclusive, é dedicado a Maunick.

Nas outras músicas, o que se vê são exemplos das inúmeras influências que um músico, com uma coleção de milhares de vinis e centenas de cds, pode ter. Temos “pratos” pra todos os gostos. Desde o jazz de raiz em “My rules”, passando pelo soul Steviewonderiano em “Gifts and sorrows” e chegando no tango-choro de “Quem pode surpreender?”, parceria de Ed com Zélia Duncan.

O disco só lembra que o pop existe mesmo nas composições com os “colegas de trabalho” Daniel Carlomagno (“Que bom voltar”) e Jair Oliveira (“Pra se lembrar”), mesmo assim com algumas harmonias complexas e melodias repletas de notas dissonantes.

No meio de tantas novidades, Ed só não mexeu na espinha dorsal do seu time de músicos. Ficaram Renato Massa (bateria), Alberto Continentino (baixo), Paulinho Guitarra (guitarras) e, estreando no time, Rafael Vernet (teclados) que, aliás, de estreante não tem nada.

É a partir daí, quando se ouve o trabalho como um todo, que o título do disco começa a fazer sentido. O nome Poptical se refere à Optical Art, arte onde prevalecia os efeitos de ilusão de ótica. Aliado ao nome “pop”, a conclusão que se chega é uma só. O novo CD de Ed Motta parece pop, mas não é.

E nem por isso deixa de ser maravilhoso. Palavra de quem é fã e entende perfeitamente o que ele quer dizer com isso tudo!



:: Sandro 13:58 [+] ::
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:: Sexta-feira, Junho 13 ::
SENSO DE OPORTUNIDADE


Na boa, não tenho ainda muitos argumentos e também não fechei completamente a minha opinião sobre a Pitty mas vi a entrevista dela no Jô, vi e ouvi o clipe, vi a rasgação daquele maluco no prêmio multishow e uma expressão que não sai da minha cabeça desde então é "senso de oportunidade". Cara, vai me dizer que ela não tá querendo ser a Alanis Morrisette brasileira ? Depois que a Cássia Eller morreu, não existe nenhuma cantora estilo "roqueira" nesse país. E o que me faz pensar na Alanis é o fato de que a Pitty também compõe suas próprias canções e tem aquela maneira meio tímida e revoltada de cantar. Pelo menos por enquanto está tudo certinho: Música na rádio, clipe na MTV, show de lançamento no Ballroom, entrevista no Jô... Acho que preciso ver um show pra fechar minha opinião. Parece que o baixista gosta de ficar pelado e que alguns instrumentos são quebrados. Se for verdade estará caindo no meu conceito e provavelmente no conceito de muita gente. Essa postura "roqueiro rebelde" não assusta mais ninguém. Hoje em dia, tomar coca-cola é muito mais roquenrou do que encher a cara de cerveja. Vou esperar mais um tempo pra dar minha opinião final. Por enquanto, vou ficar em cima do muro, só espiando.


:: Pedro 16:13 [+] ::
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:: Segunda-feira, Junho 9 ::
O NOVO DO SKANK



Vai chegando o meio do ano e os lançamentos continuam. Depois de Ed Motta, Los Hermanos e Frejat, chegará às lojas ainda este mês, o novo CD do Skank. O álbum gravado pela Sony Music, com produção de Tom Capone se chamará Cosmotrom. "Dois Rios", uma parceria entre o vocalista Samuel Rosa, Lô Borges e Nando Reis, é a primeira faixa de trabalho do disco e já está rolando nas principais rádios.


:: Sandro 18:28 [+] ::
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ONNO ENCERRA SUAS ATIVIDADES




A Onno acabou e uma das maiores frustações do pessoal do Clarim foi nunca termos feito um evento juntos. Apesar de ter sido a banda mais amiga que encontramos no underground, os únicos encontros que rolaram foram no ano passado quando o Sandro, a Vivian e o Thiago tocaram com eles no último show da banda em 2002 e em troca nós convidamos o Mike pra fazer uma participação no evento Feliz Rock Novo, comemorando o fim do ano. Essa foto aqui de cima ilustra esse momento que foi super especial pois foi a primeira vez que tocamos a música de outra banda independente. A música escolhida foi Lilie, um rock delicioso recheado de "Wow wows". Deixo aqui essa pequena homenagem a Onno e um abraço para Mike, Elisa, Rodrigo, Gabriel e Sketch. Quem quiser conhecer melhor a banda, aproveite para entrar no site aqui e baixar as músicas que, como costumo dizer, foram a trilha sonora do ano de 2002.


:: Pedro 15:33 [+] ::
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:: Quarta-feira, Junho 4 ::
FINALMENTE!



Acabei de comprar "Poptical", do Ed. Vou ouvir com calma e dar meu parecer aqui em breve. Me aguardem! hehehehehe...
Enquanto isso, dêem uma lida na resenha que saiu no O Globo da última segunda-feira.

Novo CD de Ed Motta é forte coquetel, do pop ao jazz

Aos 31 anos, em seu sétimo disco, “Poptical” (Trama), Ed Motta reafirma o que vem provando desde a estréia precoce, em 1989: é muito mais do que o sobrinho do grande Tim Maia. (...)
A canção que vem tocando nas rádios, “Tem espaço na van”, é um convite à dança, e tanto na letra de Seu Jorge quanto no ritmo funkeado, acena com uma volta ao Ed Motta adolescente de “Manuel” e “Vamos dançar”. A impressão de que o cantor, compositor, instrumentista e arranjador procura repetir o sucesso de seus primeiros discos pode até prosseguir em “Que bom voltar” (letra de Daniel Carlomagno) e “Coincidência” (letra de Ivan Carvalho), mas há também muito espaço nesse disco para ousadias, harmonias elaboradas, em canções a princípio difíceis, que crescem a cada audição.

Depois da viagem instrumental-vocalise de “Dwitza” (2002), Ed Motta retomas as letras mas mantém a instrumentação básica deste, deixando para trás a exuberância orquestral de “Manual prático” (1997) e “As segundas intenções” (2000). Em “Rainbow’s end” (letra de Ronaldo Bastos), a bela e exótica valsa é emoldurada por pedal steel guitar (Rick Ferreira) e marimba (Jota Moraes). Já a balada “Pra se lembrar” (letra de Jair Oliveira) tem sinuosa melodia conduzida pela voz de Ed e pelos teclados e bateria eletrônicos (Multivox MX 20) manipulados por Rafael Vernet. Outra balada, “The rose that came to bloom” (letra de Jean-Paul Maunick), traz apenas Ed, voz e piano acústico. “Fox do detetive” (letra de Chico Amaral) tem andamento jazzístico, graças ao contrabaixo do ótimo Alberto Continentino, ao órgão de Vernet e à guitarra semi-acústica de Ed, e é outro destaque, num disco que tem seu clímax no encerramento, “Quem pode surpreender?” (letra de Zélia Duncan). Esta canção tangencia o tango e o bolero, para terminar com estupendo solo de piano de Vernet, no qual o sotaque jazz-afro-cubano mostra que os shows que Ed fez com Chucho Valdés em São Paulo, no ano passado, deixaram marcas. (A.C.M.)


:: Sandro 17:02 [+] ::
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PRÊMIO MULTISHOW


Assisti ao Prêmio Multishow ontem com meu olhar de inveja número 57. Não pelo prêmio em si que sempre acaba beneficiando o artista que tem mais fãs malucos que ficam votando o dia inteiro no site do canal. O que deve ser legal na festa é estar junto com praticamente todos os músicos que você admira, trocar uma idéia,etc. Sinceramente, poucas vezes no ano eu sinto tanta agonia por não fazer parte ainda de um evento como esse. Acredito também que esse possa ser o sentimento de quase todo mundo que toca no underground e rala pra conseguir seu espaço. Enfim, tentei me sentir representado pelos Detonautas e fiquei triste por não terem ganho o prêmio de revelação. De qualquer forma, só de estar lá já é foda. Ano passado os caras tocavam em tudo que era buraco e hoje já estão disputando o prêmio. Os grandes vencedores da noite foram os Tribalistas que abocanharam 3 prêmios. Merecidíssimos, diga-se de passagem. Pô, conseguir fazer música de qualidade, sincera e ainda ser popular é pra mim o grande mérito dos caras. Outra coisa que foi muito legal no evento foram os vários momentos inusitados que aconteceram. Vamos a alguns deles:



  • Os Marcelos Camelo e D2 entregando o prêmio de revelação para o Rouge.


  • Sandy cantando aquela música do Rappa que eu esqueci o nome (Acho que é "Minha alma")


  • Ivete Sangalo, mulher de Davi Moraes, entregando o prêmio para Marisa Monte, ex de Davi Moraes.


  • A boa idéia de juntar vários músicos tocando músicas que já foram premiadas em eventos anteriores.


  • Júnior completamente perdido na percussão de uma das bandas formadas (Não teve ensaio ?).


  • Dinho Ouro Preto desafinando e errando a letra de "Anna Júlia".


  • A homenagem surpresa a Erasmo Carlos (Emocionante).

  • Deixo aqui registrado uma promessa. Se ano que vem eu estiver lá, prometo tirar uma foto com o júnior e postar aqui na Loja.


    :: Pedro 15:18 [+] ::
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    :: Segunda-feira, Junho 2 ::
    BRINDE


    Estive sábado na gravação do novo disco do Clarim Diário e trouxe abaixo um pequeno brinde para nossos clientes




    Sandro gravando e os pro-tools rolando




    Sandro acompanhando as gravações junto com o produtor Didier Fernan




    Sandro gravando o vocal da música "A dois"




    Nossos amigos, os Pro-Tools





    :: Pedro 12:01 [+] ::
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    :: Sexta-feira, Maio 30 ::
    ABRINDO A MENTE



    "Viver no caos da música é a minha estabilidade.Todos os ruídos e silêncios, todas as pausas e continuidades, todos os ritmos e melodias, todas as futuras possibilidades." (Paulinho Moska)

    É... vai ver que é a coisa é por aí mesmo... valeu Paulinho, me sinto melhor agora...




    :: Sandro 16:33 [+] ::
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    :: Quarta-feira, Maio 28 ::
    O ROCK CARIOCA TÁ CHEGANDO



    As bandas do Rio continuam se mexendo e mostrando força. As últimas notícias deixam a sensação de que, num futuro breve, o novo rock carioca chamará a atenção de muita gente e pegará algumas delas de surpresa. Senão vejamos:

    - Estreou ontem na MTV o clipe "Bem-Vindo Ao Clube" do Netunos. Foi exibido às 2h44 desta madrugada como uma das atrações do programa "Riff MTV".

    - No último dia 24, a banda Narjara fez sua estréia em palcos paulistas. Rodrigo Quik e Cia. invadiram a Funhouse (uma das mais famosas e concorridas casas noturnas alternativas do Brasil) e lançaram o elogiado cd Minne Mennään com um dos melhores shows do projeto Delicious.

    - A vocalista do Leela, Bianca Jhordão foi um dos destaques da página principal do portal IG com uma chamada para a entrevista que a banda deu para o site Omelete. No título da chamada a pergunta: "Será a nova musa do rock nacional?". Alguém duvida?

    E por aí vai... se alguém souber de mais alguma coisa, me avise...


    :: Sandro 13:10 [+] ::
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    :: Domingo, Maio 25 ::
    BOA VENTURA


    Resenha Roquenrou


    Não é fácil gostar de Los Hermanos. Após ouvir pela primeira vez o recém-lançado "Ventura", a sensação que tenho é uma mistura de "Que porra é essa?" com "Os caras são fodas!". Essa primeira reação remete à curiosidade de ouvir de novo mais e mais vezes. Fugindo cada vez mais do roquenrou básico de seu primeiro disco e seguindo a tendência "anti-herói" do segundo, os Hermanos estão se firmando como a nova cara da MPB e um dos poucos grupos que conseguem ser inventivos e autênticos no cenário musical brasileiro.


    De cara, a capa me lembrou da edição que tenho de "Fernão Capelo Gaivota". Um navio na iminência de chegar ao porto, perseguindo uma gaivota colorida, em meio a um mar azul escuro. Simples e cativante. Lá dentro, canções suaves e melódicas dão o tom do trabalho. As composições são divididas entre os vocalistas Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante, cada um defendendo as próprias músicas em uma espécie de Lennon & McCartney à brasileira.


    Aliás, o disco soa mais brasileiro do que nunca. Abre com "Samba a Dois", de Marcelo, com bela letra, uma constante nas suas composições. Marcelo Camelo tem um senso melódico apurado e suas músicas me tocam mais do que as de Amarante. Em "Conversa de botas batidas", a melodia lembra muito velhas canções feitas para crianças. A letra passeia pela tal conversa, uma deliciosa história sobre o fim e a vontade de continuar seguindo em frente. A música é toda calcada no piano de Bruno Medina, sentimental e marcante na medida certa.


    Amarante aparece bem em "O velho e o moço", uma balada pra lá de melancólica. Aliás, as músicas de Amarante têm na melancolia sua principal força. Seu jeito de cantar muitas vezes lembra um daqueles bêbados de beira de bar que afoga as mágoas cantando e bebendo cachaça. Como disse, eu particularmente não gosto tanto do estilo, mas respeito a autenticidade.


    "Cara Estranho", eleita como primeira música de trabalho do disco, talvez seja a música que mais se aproxima de ser classificada como rock. O ritmo marcial do início e seu constante crescimento na dinâmica ainda vão fazer muita gente sair do chão quando a canção for executada em shows. A letra, cantada na terceira pessoa, conta a história de um cara que não consegue encontrar seu espaço no mundo atual, competitivo e excludente.


    Quem está procurando uma nova "Anna Júlia" que passe longe desse CD. O grupo anda na contra-mão do sucesso astronômico que fizeram com o primeiro disco. Conquistaram a crítica com o ótimo "O bloco do eu sozinho" e seguem pelo caminho natural de "Ventura". Os Hermanos levam ao público jovem uma música brasileira influenciada por elementos às vezes esquecidos lá no passado e têm o mérito de criar uma roupagem contemporânea para eles. Não é fácil gostar de Los Hermanos, mas é um privilégio poder ouvi-los cantar suas canções.



    :: Pedro 20:59 [+] ::
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    :: Quinta-feira, Maio 22 ::
    "A VEZ" ESTÁ DE VOLTA!



    Depois de alguns meses na geladeira, "A Vez do Brasil - Ao vivo", um dos eventos mais badalados da cena alternativa do Rio em 2001 e 2002, está de volta. Mesmo durante esse período de "férias", o programa da Rádio Cidade FM (102,9Mhz), que deu origem ao evento, permaneceu no ar, sempre tendo como objetivo principal dar oportunidade para que as novas bandas mostrem o seu trabalho.

    Antes a sonzeira rolava no bom e velho Ballroom, agora o palco será o Cine Íris em parceria com uma das melhores festas do Rio, a LOUD!. A reestréia está marcada para este sábado, dia 24, com os shows de Pitty e Ultramen. Além dos shows, a noite ainda conta com DJ´s tocando o melhor do rock, projeção de filmes e muito mais.

    Vida Longa à Vez do Brasil!

    SERVIÇO

    Cine Íris – Rua da Carioca, 51, Centro
    Shows com Ultramen e Pitty
    Sábado, dia 24 de maio, a partir das 22h30.
    Preços:R$ 10 (50 primeiros na fila)R$ 14 (antecipado nas lojas)
    R$ 17 (c/ filipeta até 0h30)
    R$ 20 (s/ filipeta)



    :: Sandro 16:35 [+] ::
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    :: Domingo, Maio 18 ::
    ABBEY ROAD



    Há 33 anos, na porta do estúdio Abbey Road na Inglaterra...


    "John, não aguento mais. O Ringo é uma mosca morta, o George não para de encher o saco pra botar mais músicas dele nos discos e essa japonesa que você arrumou é uma chata que vem te influenciando negativamente."

    "OK Paul, realmente eu também não te aguento mais, você é muito mauricinho pro meu gosto. Mas a gente não pode terminar assim, sem mais nem menos, dizendo apenas que o sonho acabou e foda-se."

    "É, você tem razão. Acho que a gente podia solucionar esse problema com um disco de despedida. Não precisa muita coisa não, a gente pega aquelas músicas fodas que você fez outro dia, bota outras minhas e escolhe duas do George que a gente considere dois clássicos."

    "Ah Paul, sei lá. Eu não tô mais com vontade de pensar num disco. Não são só as músicas, a gente tem que pensar na capa, no nome, fazer arranjos. Eu não me sentiria confortável também de tocar junto com vocês sabendo que a gente vai acabar."

    "Sem problemas. Faz o seguinte, a gente tira uma foto atravessando essa rua e põe na capa. O nome pode ser o nome dessa rua. Pronto, perfeito. Ainda faz uma associação com o nome do estúdio. Deixa que o Martin se vira com os arranjos e cada um vai no estúdio gravar a sua parte e sai fora depois. O disco podia começar com aquela música que você me mostrou. Inclusive eu já criei uma linha de baixo que encaixou direitinho. E podia terminar com aquela frase que eu fiz e que você se amarrou, dizendo que no final o amor que você leva é igual ao amor que você faz. Tô falando, nego vai se amarrar"

    "Pô, mas não vai ficar meio nas coxas não ? "

    "Vai nada, o público vai engolir. Afinal, será o nosso último registro juntos."

    "Você me emociona falando assim..."

    "Deixa de ser viado e vamos logo falar com o resto do pessoal"



    :: Pedro 13:53 [+] ::
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    :: Sexta-feira, Maio 16 ::
    CAMALEÕES – MAIS UMA FORÇA DO RIO



    Depois de um dos show do Clarim na Casa de Cultura, um garoto de mais ou menos uns 20 anos se aproximou de mim com um copo de cerveja na mão e um sorriso característico denunciando que o tal copo não era o primeiro da noite. Em meio a algumas palavras enroladas ele disse que já estava ouvindo falar da gente há algum tempo e que tinha gostado do nosso show.

    – Sua banda é legal - disse ele - mas a minha também é muito boa!

    Foi justamente a frase do cantor e guitarrista Apoena, meio engraçada naquele momento, que despertou pela primeira vez a minha curiosidade em conhecer a banda Camaleões.

    Durante a última semana, os cartazes espalhados por toda a cidade, os e-mails com filipeta (vindos de todos os mailings que sou cadastrado) e, principalmente, o boca a boca entre a galera do underground não me deixavam esquecer que no dia 13, a banda Camaleões faria o show de lançamento de seu site no Hard Rock Cafe. Enfim, a chance que eu precisava pra conhecer o som dos caras. E só pela divulgação já dava pra sentir que o evento, apesar de se tratar de uma banda independente, seria acima de tudo profissional.

    E foi o que se viu. De cara, a escolha do local do evento já impressiona. Desde o fechamento do Rock in Rio Cafe, o Hard Rock é o que tem de melhor (e maior) na categoria casadeshow-boate-restaurante no Rio. O preço era totalmente acessível, apenas R$10 de consumação pra um lugar, que em dias normais cobra R$40. Com toda a divulgação, o resultado não podia ser outro. Desde às 22h30 uma grande fila se formava na porta e em pouco tempo a casa já estava cheia. Entre o público circulavam os globais Marcos Frota, Carolina Dieckmann e Cauã Reymond, os detonautas Tico, Renato e Rodrigo, o consagrado Leoni, a galera das bandas independentes Magnólia, Reverse, Tchopu, Onno, além de amigos e familiares dos Camaleões devidamente uniformizados com a camisa da banda.

    Mais indícios de que se tratava de uma produção realmente pensada de modo profissional apareciam a cada instante. Um computador instalado próximo à pista, como se fosse um daqueles terminais de busca em loja de livro/cd, permitia a qualquer pessoa navegar pelo novo site da banda. Uma área VIP foi montada em frente ao palco, com entrada liberada apenas para pessoas devidamente credenciadas com crachás de "Staff", "Produção" ou, simplesmente, "Convidado". Entre uma música ou outra, o DJ colocava uma vinheta de 10s com techos de conversas entre duas meninas de 10 anos de idade. Tudo bem fechadinho, pensado, linkado, organizado, enfim, produzido.

    Com duas horas de atraso (na filipeta dizia 22h) e com o público já no limite de espera, a banda finalmente subiu ao palco. A excelente estrutura de equipamento, acústica e equalização do Hard Rock valorizou ainda mais o som do quarteto formado por Apoena (voz e guitarra), Julius (teclado, violão e vocais), Garrafa (baixo) e Billy (bateria). Todos excelentes músicos com instrumentos de primeira linha, destaque para o maravilhoso baixo Fretless do Garrafa e, claro, a tradicionalíssima Stratocaster de Apoena.

    O Camaleões faz um som pop, com pressão de rock, belas melodias e com algumas letras muito boas. Os caras tem uma alegria e uma simpatia única no palco que contagia o público. O show durou pouco mais de uma hora e mais uma vez o profissionalismo da produção marcou presença. Os quatro integrantes vestiam camisas coloridas formando a frase “.com.br” e durante uma música, que falava sobre a infância, foram distribuídos pirulitos pra platéia. Os pontos altos do show aconteceram durante as participações especiais de Daniel Lopes (vocalista do Reverse), Tico e Renato (Detonautas) e Leoni, que tocou “Mônica” (música inédita gravada pela banda) e o hit “Garotos II”.

    Foi uma noite pra provar e comprovar, de uma vez por todas, que a nova geração de bandas cariocas está cada vez mais forte. É uma safra de músicos e de músicas de qualidade em uma quantidade jamais vista. A lista aumenta a cada dia e, com toda certeza, o Camaleões faz parte dela.

    Parabéns, galera! Sorte e sucesso pra vocês.


    :: Sandro 15:12 [+] ::
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    :: Terça-feira, Maio 13 ::
    SEMANINHA AGITADA



    Hoje vai rolar show do Camaleões no Hard Rock Cafe, a partir das 22h.
    Ainda não conheço nada dos caras, mas tenho ouvido muita gente falar bem do som. Por isso irei conferir.
    Ah! Quem quiser aparecer, no novo site deles tem filipeta com desconto!

    Amanhã tem show do Silverchair no ATL Hall com abertura do Detonautas. Tudo pra ser foda!
    Já tava até meio desanimado pra ir, afinal, o ingresso mais barato custa R$50.
    Mas eis que surge o milagre. Um ingresso TOTALMENTE GRÁTIS cai no meu colo.
    Depois dessa...tenho obrigação de ir. Apesar de tudo, trabalhar em agência de publicidade tem suas vantagens.

    Pode deixar que mais tarde conto como foi.


    :: Sandro 16:34 [+] ::
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    :: Segunda-feira, Maio 12 ::
    MISTER ELTON JOHN


    Faz um tempinho, eu comprei um CD duplo coletânea do Elton John contendo os maiores sucessos, historinhas, esssas coisas. Nunca fui fã de coletâneas mas em se tratando de artistas que eu nunca acompanhei e que eu vou descobrindo ao longo da minha ainda jovem vida, elas acabam sendo um mal necessário. No caso de nosso amigo Elton, só fui realmente "conhecê-lo" por volta do ano passado quando resolvi ir um pouco mais além das músicas que já foram trabalhadas na rádio após assistir a um DVD na casa do Gustavo. A coletânea traz a tona a genialidade do cara em criar melodias. Melhor que ele talvez apenas Paul Mccartney. É muito mais fácil uma música que tenha apenas uma melodia bonita fazer sucesso do que uma que tenha uma letra foda e melodia ruim. Uma boa melodia levanta a música e muitas vezes faz ela se tornar mais relevante do que se estivéssemos apenas lendo a letra. Não é o caso de Elton John que encontrou em Bernie Taupin o seu parceiro de clássicos. É o maior caso de juntar a fome com a vontade de comer de todos os tempos. Elton é um melodista primoroso que faz música até com um manual de microondas e Bernie um poeta de mão cheia capaz de fazer letras geniais. Apesar de não gostar de coletâneas, recomendo esse disco. Não lembro se tem um nome específico mas é um com capa branca. Aliás, deixa eu colocá-la aqui embaixo para facilitar a identificação



    :: Pedro 16:23 [+] ::
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    :: Quinta-feira, Maio 8 ::
    POP-ROCK ?


    Passeando pelo site das lojas americanas descobri a mais nova dupla do "Pop-rock" nacional. Cliquem aqui e conheçam também. Mais tarde colocarei um post decente sobre esse assunto.


    :: Pedro 18:00 [+] ::
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    INFLUÊNCIAS ARTÍSTICAS


    Coluna Roquenrou



    Existem coisas que são inevitáveis na vida de um músico, ainda mais quando ele tem uma banda e procura divulgar seu trabalho o máximo possível, para que outras pessoas o conheçam. Como nem todo mundo consegue ter acesso ao seu som, a opinião expressa em resenhas e entrevistas acaba sendo um referencial bastante aproveitado. E é exatamente nesse cenário que surgem os rótulos e as chamadas influências, que acabam norteando as matérias. Algo como um "mal necessário" para chamar atenção ao que está sendo dito.


    Considero a influência artística algo extremamente abstrato e indefinido. Para escrever um texto, posso ser influenciado por diversas coisas. Pode ser uma matéria a que eu assisti na televisão, uma música que eu ouvi no rádio, um desenho que me chamou atenção, etc. No caso da composição de uma música, por exemplo, não é raro eu me inspirar em músicas já existentes e disso surgir uma idéia para uma música totalmente nova.


    A inspiração não está atrelada simplesmente a um surto criativo - ela muitas vezes é fruto de muita pesquisa e trabalho. Experimente ler algum livro sobre mitologia grega e depois ouvir o disco "O descobrimento do Brasil", da Legião Urbana. Você irá perceber que por trás das letras maravilhosas que existem no CD, há muito da influência da mitologia na poesia de Renato Russo.


    O artista é por si só um atormentado, sempre em busca do melhor acorde, da última frase, daquela mudança de melodia que faz a música ter sentido. Eu acredito que sempre existirão aqueles momentos mágicos quando uma música, uma poesia ou um texto simplesmente “desce” e isso é realmente muito satisfatório, mas criar a arte também está ligado a muito trabalho e dedicação. É como um esporte, em que o atleta precisa estar em forma para ter uma grande atuação. O artista se condiciona a criar e inventar a arte.


    Não é a saída mais romântica e algumas pessoas podem se sentir decepcionadas com isso, mas muitos clássicos foram criados em momentos totalmente comuns e, nem por isso, deixam de ser clássicos. Bernie Taupin escreveu “Your Song” comendo ovos mexidos no café da manhã e Elton John nos fez o favor de transformá-la em uma das maiores canções de todos os tempos. Se Bernie não estivesse em plena forma, escrevendo letra atrás de letra, seria possível ter feito uma música num momento tão inapropriado?


    Outro dia li uma entrevista do Paul McCartney, em que ele fala que várias canções dos Beatles foram "roubadas" de gente como Roy Orbison. Os Beatles nunca esconderam que sempre foram influenciados pelo início do rock nos anos 50 e pela música negra americana. Eles tiravam a música, mudavam uma ou duas notas, faziam uma letra diferente e inventavam uma novinha em folha. Em "I saw her standing there", Paul chegou ao cúmulo de fazer a mesma linha de baixo da música “I´m talking about you”, de Chuck Berry. O que dizer disso? Com certeza muitos outros recursos devem ter sido usados que não sabemos.


    Os Beatles foram influência para todas as bandas de roquenrou que se seguiram, pois as “cópias” do início de carreira acabaram dando lugar a canções magníficas criadas em outras circunstâncias, fruto de intensa pesquisa musical, quando abandonaram de vez os shows e se tornaram senhores do estúdio Abbey Road. No fim, é tudo uma questão de ponto de vista.



    :: Pedro 13:00 [+] ::
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    :: Segunda-feira, Maio 5 ::
    ED ESTÁ DE VOLTA




    Finalmente está chegando a hora. Depois do elogiado e sofisticado Dwitza, o tão esperado (pelo menos por mim) trabalho de Ed Motta pela gravadora Trama estará chegando às lojas em junho. O nome do CD, Poptical, já dá pistas que o afro-samba-jazz de Dwitza ficou pra trás e o pop e o soul dos bons tempos de Conexão Japeri estão de volta.

    O primeiro single "Tem espaço na van", parceria dele com Seu Jorge, já está rolando nas rádios e no site oficial de Ed. É incrível como os dois conseguiram juntar suas influências e seus estilos, aparentemente distantes, produzindo uma música contagiante, revigorante e repleta de imagens urbanas. Lembro quando me contaram que os dois estavam no bar Devassa, no Leblon, tomando aqueles chopps artesanais... só podia sair coisa boa.

    Sua benção, mestre! Estarei aguardando junho chegar pra eu poder aumentar a minha coleção.
    Sorte e sucesso pra vc!





    :: Sandro 16:13 [+] ::
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    CAPA


    Esta será a capa do novo disco do LH.


    :: Pedro 11:43 [+] ::
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    :: Sexta-feira, Maio 2 ::
    MADA 2003



    Nos próximos dias 15, 16 e 17 de maio vai rolar a 5ª edição do evento Música Alimento da Alma (MADA) em Natal. As atrações já foram definidas e os principais shows ficarão por conta de: O Rappa, Nação Zumbi, Detonautas, Fernanda Abreu e Frejat. O ingresso custará (para cada noite) R$10,00, mas para quem quiser ir nos três dias do evento pode adquirir uma das 500 entradas especiais a R$ 25,00. Mais informações no site www.festivalmada.com.br.

    Confira a programação do evento, ainda sem ordem definida:

    Quinta, 15 de maio
    - O Rappa (RJ)
    - Agregados F.D.R (RN)
    - Bugs (RN)
    - 084 (RN)
    - Verdade Suprema (RN)
    - Reggalyze (RN)
    - Zefirina Bomba (PB)

    Sexta, 16 de maio
    - Nação Zumbi (PE)
    - Detonautas Roque Clube (RJ)
    - Eddie (PE)
    - Pitty (BA)
    - Veiga e Salazar (SP)
    - Arnaldo Brandão (RJ)
    - Jane Fonda (RN)
    - Modus Vivendi (RN)

    Sábado, 17 de maio
    - Fernanda Abreu (RJ)
    - Frejat (RJ)
    - Acid X (RJ)
    - Lanlan e os Elaines (BA)
    - Chico Correa e Eletronic Band (PB)
    - Chá de Zabumba (PE)
    - Jaraguá Mulungu (RN)


    :: Sandro 16:19 [+] ::
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    :: Quarta-feira, Abril 30 ::
    CENTRO DE EXPERIMENTAÇÃO POÉTICA


    Junto com a Vivian e o Sandro, estive ontem lá no CEP 20.000 , evento que há quase 15 anos vem sendo realizado uma vez por mês no espaço Sérgio Porto. Engraçado que só ontem fui saber que a sigla CEP significa "Centro de Experimentação Poética". Nada mais adequado para o evento que tem na espontaneidade a sua principal virtude. Apesar de ter ido ao local prestigiar a apresentação do Mike, as outras atrações me agradaram muito. O evento começou com um espaço livre, onde a platéia é convocada para dizer o que quiser no palco. Apareceram dois caras que começaram uma performance sobre o tema "Idéias". Achei um pouco clichê o tema, que abordava a falta de idéias sendo exatamente uma idéia. Logo depois entrou o primeiro pianista, Rafael, que tocou uma peça de Bach e outra dele mesmo arrancando pedidos de bis da platéia. Após sua apresentação, entrou um cara de óculos, com pinta de intelectual rebelde que leu duas poesias muito legais. É uma pena eu não lembrar o nome dele pois realmente gostei muito dos poemas do cara. Enfim, Mike entrou em cena apresentado pela maior figura do evento, o poeta Chacal, um dos idealizadores do CEP que apelidou o belo piano do local de "Paquiderme Vegetal". Mike tocou 4 músicas sendo 3 da sua banda, a Onno, e uma dos Beatles, a belíssima balada Mccartneyana "Here, there and everywhere". Tivemos que ir embora depois dessa apresentação mas recomendo a quem se interessar que compareça ao próximo evento do CEP e visite o blog deles.


    :: Pedro 11:37 [+] ::
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    :: Quinta-feira, Abril 24 ::
    NEW YORK SITIADO



    Com um pouco de atraso, mas ainda com todas as imagens nítidas na minha cabeça, deixarei registrado aqui meu depoimento sobre os acontecimentos do último dia 16 no shopping New York City Center.

    Durante todo o dia, a Rádio Cidade (e somente ela) divulgou o pocket-show-acústico que a banda Detonautas iria fazer à noite no New York, na Barra. Vi os caras ralando no underground, batalhando por um espaço, tocando pra 20 pessoas que mal prestavam atenção em suas músicas e, desde que assinaram com a Warner, fizeram clipes, foram no Caldeirão do Huck e Jovens Tardes, que eu não assistia nenhum show deles. Sabia que os caras iam tocar na Fundição dia 26, mas ainda ia ter Raimundos e Ultramen, ou seja, perrengue garantido. Por isso, um acústico num shopping da Barra me parecia uma ótima chance de conferir a nova estrutura dos caras num show tranquilo com, no máximo, umas 300 pessoas na platéia.

    Mal sabia o que me esperava. Chegando lá, uma hora antes do programado, o shopping já estava com uma movimentação razoável. Adolescentes de 12 a 15 anos eram maioria esmagadora. Todos circulando com seus respectivos celulares e seus ares de independência momentânea de quem está saindo com a galera pra social que vai ter no shopping perto de casa. Já tinham me falado que essa tinha sido a frequência dos últimos shows de Charlie Brown Jr., Tihuana, CPM22 e seus respectivos clones aqui no Rio. É engraçado a cabeça dessa nova geração. Metade dela lota o Maracanã pra ver Sandy e Jr., outra metade ouve a Rádio Cidade o dia todo e tenta aproveitar os eventos de rock aberto ao público, já que as casas de shows não permitem menores de 18. Enquanto o show não começava, o som ambiente tocava Red Hot, Creed, Linkin Park, Blink 182 e essa molecada cantava tudo e com um inglês afiado pra brasileiros dessa idade. Não é nada, não é nada, o rock tem mais alguns bons anos de vida garantido na mente dessa galera. Ponto pra Cidade FM, grande responsável por essa abrangência na sua audiência.

    O evento era uma promoção da Warner e da Saraiva (com apoio da Cidade, claro), por isso no interior da loja era possível ouvir a música do Detonautas rolando e ver os caras relaxando antes do show no Cyber café da Livraria, que foi transformado em camarim com segurança na entrada e tudo. Fiquei observando aquilo por algum tempo e reparando a concentração dos caras especificamente no show, enquanto todos os outros problemas eram resolvidos pela equipe (roadie, empresário, fotógrafo, diretor da gravadora, produtor...), coisa quase impossível de se fazer quando se é independente.

    Em questão de minutos, três meninas tomaram coragem e tentaram passar pela segurança com papel e caneta na mão, nervosas por um autógrafo. Quando a produção resolveu abrir exceção, brotaram "do nada" mais um grupo de umas 8 a 10 garotas com máquinas fotográficas, papel, caneta e gritinhos de "Tico, gostoso!" ou "Eu amo vcs, Detonautas", todas querendo ter o mesmo privilégio. E os caras, felizes, com a maior paciência do mundo, atenderam uma por uma. Do jeito que tem que ser, afinal, eles estão na fase de conquistar público. Fiquei achando graça daquilo tudo, feliz pelos caras que até outro dia estavam implorando pras pessoas ouvirem o som deles.

    Resolvi sair da livraria, pegar um lugar perto do palco pra assistir o show na boa. Na boa??? Pra vcs terem uma idéia, não dava pra andar sem ficar pedindo licença. O shopping estava completamente tomado, todos os andares lotados, as escadas rolantes paradas com gente de cima a baixo, uma doideira. Com muito custo cheguei ao lado do palco, um dos poucos lugares que ainda tinha espaço. Enquanto esperava a banda chegar fiquei olhando pra aquele mar de gente que estava ali pra assistir a "nova banda do momento" que eu já conhecia há mais de 2 anos.

    Finalmente, às 8 em ponto, eles subiram no palco e o perrengue começou. Gritos histéricos, empurra-empurra, braços levantados. O show começou, 3 violões, baixo e bateria à vera e uma percussão básica. Todos pulavam, empurravam, gritavam e aos poucos o tal perrengue deixou de ser saudável e começou a preocupar a segurança que já tinha sido reforçada. As lojas e o cinema, temendo o pior, fecharam as portas. A turma do gargarejo era empurrada e espremida na beira do palco. E o vocalista Tico pedia calma. A galera se acalmava, mas quando eles tocavam outra música começava tudo de novo. Dava pra sentir ali de perto os caras emocionados e preocupados com aquilo tudo. A banda tocou um pout-pourri dos Raimundos e aí não teve jeito. A banda teve que parar a música no meio e, mais uma vez, o Tico foi à beira do palco e pediu pra todos tomarem cuidado, porque senão alguém ia se machucar e eles teriam que parar o show. Quando ele parou de falar um coro surgido no meio da multidão se alastrou por todo o shopping: "Uh, é Detonautas! Uh, é Detonautas!". Não tem como descrever aquele momento. As pessoas gritavam o nome dos caras e eles no palco não acreditavam no que viam. Um sorria, outro agradecia aos céus, outro gritava no microfone "vcs são fodas!" e todos se emocionavam.



    E veio o grand finale. Bastou as primeiras notas, as primeira sílabas soarem nos PA´s... "inda vou te levaaar..." e todos, literalmente todos que ali estavam cantaram o já maior sucesso da banda "Outro lugar". Quem estivesse do outro lado das quatro pistas da Avenida das Américas podia escutar as quase 6.000 vozes (segundo estatísticas do shopping) cantando a música deles. Dá pra ter noção do que são seis mil pessoas aglomeradas no NYCC, cantando a música de uma banda que tempos atrás tocou no mesmo shopping pra 15 gatos pingados e ainda teve o som cortado no meio de uma música por causa do barulho??? É o resultado de quem batalha, acredita e alcança objetivos e sonhos tão desejados e tão dificilmente aguardados.

    Evidente que 80% do público presente não sabia cantar nenhuma música além das duas que tocam na rádio e 95% nunca ouviu falar em underground, Casarão Amarelo ou em bandas do mesmo nível como Som da Rua, Chalaça, Leela e tantas outras. Provavelmente ali no meio tinha gente que foi só pela social e nem sabia quem era Detonautas. Mas quem se importa? Os caras chegaram lá e mostraram pra todos que um dia disseram "não" pra banda, que eles estavam certos. Em pra quem ainda tem dúvidas, basta aparecer na Fundição no dia 26 ou no ATL Hall dia 14, quando eles estarão abrindo o show de ninguém menos que Silverchair.

    Parabéns família D.R.C. Vcs merecem!


    :: Sandro 16:58 [+] ::
    ...

    :: Domingo, Abril 20 ::
    LISTENER SUPPORTED




    Não resisti e comprei o DVD “Listener Supported” da Dave Matthews Band. O show realizado em New Jersey durante a turnê de 1999 traz uma compilação de canções de duração totalmente anti-convencional (A menor música deve ter uns 8 minutos). Hoje em dia, a DMB é a única banda capaz de realizar um show desses sem entediar o seu público. Muito pelo contrário, as jams e as mudanças de clima de cada música produzem um efeito avassalador que não cai na mesmice e segura a atenção em todos os momentos. Outro ponto legal são as diversas câmeras captando o show fazendo com que o espectador possa escolher o melhor ângulo e o músico que quer acompanhar durante a música. Com tudo isso, o talento indiscutível da banda e mais o carisma de Dave, o show é um registro único a ser apreciado aos poucos, degustando cada detalhe. A queda de baquetas, a marcação no palco, o diálogo facial dos músicos, tudo pode ser visto com uma qualidade indiscutível de imagem e som. Mas como nada é perfeito, senti falta daqueles bônus que sempre acompanham os DVDs. Seria legal assistir os bastidores do show e outras coisas que poderiam ser bem legais. Enfim, fica pro próximo.


    :: Pedro 21:41 [+] ::
    ...

    :: Segunda-feira, Abril 14 ::
    SOCIEDADE UNDERGROUND


    Estreei nesse fim de semana como colunista lá na Sociedade Underground. Quem quiser conferir, clique aqui.


    :: Pedro 00:07 [+] ::
    ...

    :: Sábado, Abril 12 ::
    LEELA - 100° SHOW



    Acabei de chegar do Ballroom. Os Autoramas que me desculpem mas não tive saco de esperar o show deles. Eu nunca fui muito fã da banda e não é agora que eu ia virar. Mas enfim, deu pra conferir pelo menos o show do Leela depois do upgrade que eles tiveram sendo contratados pela Arsenal. Apesar do repertório ter sido o mesmo que a banda vem desfilando nos shows que vem fazendo pelo país, já é possível notar várias modificações nas músicas e na retaguarda do show. O som estava muito bem equalizado, com muita pressão e deu pra ouvir todos os instrumentos com clareza. A iluminação no palco foi outro fator que chamou a atenção. Faz uma diferença enorme a banda tocando com os refletores sendo direcionados na hora certa, piscando e apagando nos momentos que devem ser feitos.


    Outra modificação que me chamou a atenção foram os backings de Rodrigo Brandão. Nos outros shows que eu fui, quem cantava era apenas a vocalista Bianca Jhordão. A entrada dos backings fez os refrões crescerem e já é uma pista do que pode vir por aí quando for gravado o CD. Na questão do arranjo, algumas músicas também sofreram modificações como "Ver o que faço" que perdeu aquela pausa que havia no meio e se tornou mais linear, porrada até o fim. Fico super curioso pra saber o que acontecerá com todas as outras quando forem trabalhadas e pensadas em estúdio.


    Por fim, foi legal constatar a presença de muitos fãs. É sempre legal ver bandas do underground que já possuem fãs assíduos e empolgados. Aliás, não sei mais se posso considerar o Leela como underground. A banda conta com a experiência de mais de 100 shows, uma equipe competente, um contrato assinado com um grande selo, uma vocalista carismática e músicas que estão prontas pra estourar em todas as rádios do país. Boa sorte ao Leela !



    :: Pedro 02:26 [+] ::
    ...

    :: Quinta-feira, Abril 10 ::
    FIM DE SEMANA NO BALLROOM



    Não adianta. Querendo ou não, os principais eventos musicais da cidade estão cada vez mais concentrados no Ballroom. Artistas de nome, eventos de peso e casa cheia estão se tornando uma constante nesta casa de shows que é sempre uma ótima alternativa pra quem organiza, participa e, principalmente, pra quem assiste.

    Depois dos sucessos de eventos como Perdidos na Selva, Cabruêra, Ruídos, Música Preta Brasileira, o Ballroom conseguiu trazer projetos que tiveram sucessos em outras casas como: Eletrosamba, Tributo à Billie Holiday e Humaitá pra Peixe. Sem contar com a recente mini-turnê de Davi Moraes e seus convidados.

    Por tudo isso, teremos mais um fim de semana "regado" de Ballroom. Confiram:

    HUMAITÁ PRA PEIXE (edição extra)
    Com as bandas Leela e Autoramas
    Sexta, dia 11, às 23h
    Preço: R$ 15

    PERDIDOS NA SELVA
    Abertura: Mandril
    Sábado, dia 12, às 23h
    Preço: R$ 10 (entrada) e R$ 15 (consumação)


    :: Sandro 17:38 [+] ::
    ...

    :: Quarta-feira, Abril 9 ::
    NOME AOS "BOIS" 2


    O disco do Los Hermanos não vai mais se chamar "Bonança" como anunciado anteriormente. O trabalho foi rebatizado como "Ventura".



    :: Pedro 17:52 [+] ::
    ...

    PERGUNTAR NÃO OFENDE


    Alguém sabe que fim levou a volta do Circo Voador ?



    :: Pedro 14:30 [+] ::
    ...

    :: Terça-feira, Abril 8 ::
    EM TEMPO



    Essa notícia do Humberto Gessinger foi dada no dia 1º de abril...
    Pois é... o cara estava realmente de sacanagem.

    Agora virou moda. Todo dia 1º de abril vem algum artista e faz a velha piada do dia da mentira. Só que usando a mídia pra veicular e dar mais "veracidade" às suas brincadeirinhas. Fala sério... quem não ajudou a espalhar que o Titãs tinham acabado?

    Parando pra pensar, é o tipo de marketing que podia muito bem ter vindo da cabeça de um Duda Mendonça da vida.

    Eu não vejo a menor graça.


    :: Sandro 19:02 [+] ::
    ...

    :: Segunda-feira, Abril 7 ::
    ERA SÓ O QUE ME FALTAVA



    saiu no Central da Música

    "Humberto Gessinger contrata Duda Mendonça"
    O guitarrista, baixista, cantor e compositor Humberto Gessinger contratou o marqueteiro Duda Mendonça para limpar sua imagem. O gaúcho considera que sua imagem desgastou-se muito ao longa da grande jornada nos Engenheiros do Hawaii e Gessinger Trio.
    Cansado de ouvir piadinhas sobre suas letras ininteligíveis, o autor de Várias Variáveis pretende dar uma guinada na sua carreira e receber os aplausos da crítica nacional. Gessinger entende que contratar o marqueteiro do presidente seja a coisa ideal a se fazer. "Bah, o cara é trilegal. Levou um homem do povo onde o povo não está. Onde o povo que come ovo de novo nunca esteve e nunca estará. Tchê!"

    Ah, não...esse cara tá de sacanagem... só pode.


    :: Sandro 18:40 [+] ::
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    :: Quinta-feira, Abril 3 ::
    MAGNÓLIA


    Essa resenha vai sair no roquenrou mas vocês podem ler primeiro aqui.


    A principal qualidade que eu observo numa boa música é a sua capacidade melódica. Uma boa melodia é um ótimo cartão de visitas para o ouvinte e é capaz de cativá-lo de forma que ele sinta vontade de escutar o resto de um CD ou buscar mais informações sobre o que está sendo tocado. E foi mais ou menos isso o que aconteceu comigo quando ouvi pela primeira vez a banda Magnólia.


    Como sempre acontece, conheci a banda primeiro ao vivo, num lugar sem estrutura que deixava a voz da cantora Paula Marchesini muito abafada. Era difícil escutar o que estava sendo cantado dentro daquela melodia simples e bonita acompanhada de uma boa base suportada pela banda. Tempos depois, em outro show, acabei adquirindo o CD e descobrindo o que havia por trás daquele som nebuloso e melódico.


    Magnólia é uma banda formada por cinco caras e uma garota. Além da já citada Paula Marchesini, temos Rodrigo Junqueira e Raphael Nurow nas guitarras, Fábio Escovedo nos teclados, Daniel Cabrini no baixo e Flávio Galvão na batera. O disco é regado a canções auto-biográficas com letras que poderiam constar em qualquer diário adolescente. O encarte é simples, sem letras, abusando de tons azuis claros e o CD possui nove canções, um bom número em se tratando de um trabalho independente. A maioria das músicas como "18 anos" e "Sei lá" possuem aquele ar trágico, quase inocente, que costuma grudar na cabeça e fazer qualquer novo coração pulsar mais devagar. Outras como "Aprendi Sozinha" mostram um lado mais doloroso, com uma introdução de teclado e guitarras dedilhadas acompanhando a introdução. O primeiro verso dizendo: "Quando eu te vejo sinto medo de mim" dá o tom geral da música, uma ótima e triste balada. Outra boa canção do CD, a faixa-título "Aquele jeito" tem um lado mais alegre, boa base nas guitarras, um refrão fortíssimo porém com uma letra que talvez faça mais sentido para quem ainda não passou dos 20. Aliás, as letras em geral são legais e detém uma poesia há tempos perdida, maquiada pelas urgências do dia-a-dia.


    Esse tom mais juvenil talvez seja um dos poucos defeitos desse trabalho, o que por si só já significa que a banda tem um futuro promissor pela frente. São músicos jovens que estão amadurecendo em público e que tem potencial para conseguir se firmar no futuro. Não tenho a menor dúvida que Magnólia ainda vai conquistar muita gente por aí. Eu acho ótimo.



    :: Pedro 15:24 [+] ::
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    :: Quarta-feira, Abril 2 ::
    NOME AOS "BOIS"



    Já estão definidos os nomes do próximo trabalho das bandas Penélope e Los Hermanos. É legal tentar imaginar o conteúdo de um CD se baseando apenas pelo nome.

    "Rock, meu amor" mostra que, pelo menos no título, a banda de Érika Martins está apostando na tal tendência sobre a volta do rock, de que todos estão falando. A banda, que já veio um pouco mais pesada no segundo disco, deve ter carregado um pouco mais as guitarras. Mas a veia pop deve estar presente, pois a produção ficou a cargo de Bruno Gouveia, vocalista do Biquini Cavadão.

    Após a tempestade desabada sobre o Bloco na época de seu lançamento, o Los Hermanos deu a volta por cima e "Bonança" não poderia ter sido um nome mais adequado à fase que Camelo, Amarante, Barba e Bruno estão passando. O otimismo e a maturidade já podem ser notadas nas primeiras entrevistas da banda pra divulgar esse novo trabalho. Vamos ver se o CD também segue o mesmo clima.

    Mas tudo isso são só impressões. Só resta esperar os cds chegarem nas lojas pra conferir o resultado.



    :: Sandro 17:38 [+] ::
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    :: Segunda-feira, Março 31 ::
    HUMAITÁ PRA PEIXE 2 - A MISSÃO


    Está confirmada a 2ª edição deste ano do Humaitá pra Peixe. Segue abaixo a programação:


    04.04 - Lucas Santana / Davi Moraes / Lan Lan e os Elaines
    11.04 - Autoramas / Leela
    18.04 - B.Negão / Stéreo Maracanã
    25.04 - Cabelo / Bangalafumenga


    Quero ir no dia 11 para conferir como anda o show do Leela depois da assinarem com a Arsenal. Aliás, alguém sabe que fim levou a gravação do CD deles ? Ouvi dizer que eles ainda nem começaram a gravar apesar de ter sido anunciado que eles passariam o mês de março inteiro gravando. Ah, e ouvi dizer também que no show do Davi Moraes vai rolar uma participação do Júnior como percussionista. É isso mesmo, o Júnior, filho do Xororó e irmão da Sandy. Bizarro !!!!!!!!




    :: Pedro 12:15 [+] ::
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    :: Quinta-feira, Março 27 ::
    NÃO TÔ DIZENDO?



    Bom, foi "mais ou menos" isso que eu quis dizer...

    'Renato Russo presente': Projeto que vai contra os ideais do legionário
    Antonio Carlos Miguel

    A pergunta é inevitável: presente para quem? De gravação inédita, e forçando uma barra, o disco traz apenas quatro: a voz de Renato Russo em “Mais uma vez” (parceria com Flávio Venturini, que fora lançada pelo 14 Bis), a parceria com Leila Pinheiro em “Hoje”, “Boomerang blues” (canção que ele entregara ao Barão Vermelho em 1986) e “Thunder Road” (Bruce Springsteen).

    Três outras canções saíram de participações de Renato em discos alheios: o dueto com Paulo Ricardo em “A cruz e a espada”, em 1995, do terceiro CD solo do cantor do RPM; o dueto com Erasmo Carlos em “A carta” (Benil Santos e Raul Sampaio), de um disco do Tremendão de 1992; e sua participação, acompanhado do violonista Hélio Delmiro, no “Songbook Vinicius de Moraes”, numa bela interpretação de “Gente humilde” (Garoto, Chico Buarque e Vinicius). Há também uma questionável fusão feita em estúdio das gravações de Renato para “Cathedral song” (Tanita Tikaram) e de Zélia Duncan para “Catedral” (versão da cantora e de Christiaan Oyens). Já os trechos de três entrevistas diferentes do cantor para o produtor Marcelo Fróes (e publicadas no jornal deste, “International Magazine”) interessam a fãs, mas mesmo os mais apaixonados não devem aturar mais do que uma audição.

    Ótimo cantor, o melhor da geração roqueira revelada nos anos 80, Renato Russo convence mesmo em precárias fitas caseiras como as utilizadas nas tais inéditas para este disco caça-níquel. Mas será que ele, sempre preocupado com a integridade artística e a ética, iria concordar com isso? O ideal seria que tais músicas entrassem como faixas bônus nas novas edições de seus CDs solo e da Legião Urbana — que ainda são a melhor forma de lembrar do “legionário”.

    (Jornal O Globo - Segundo Caderno - 27/3/2003)


    :: Sandro 13:23 [+] ::
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    :: Quarta-feira, Março 26 ::
    SEXTA POWER



    Mais um evento do jornalista e agitador do underground, Luciano Vianna, promete movimentar o circuito alternativo nesta sexta-feira.
    Depois do sucesso do "Indie é o novo pop" , o editor do site London Burning parece estar disposto a investir no segmento mais pop da cena do Rio. Desta vez, quatro das principais bandas cariocas de Power Pop, estarão reunidas num só lugar: a Nautillus, no Catete. Onno, Supernova, Stellabella e Canvas têm qualidade de sobra pra fazer mais ótimo evento de bandas independentes.

    POWERPOP FESTIVAL
    Supernova + Stellabella + Canvas + Onno

    Na pista, Luciano Vianna e convidados especiais garantem a festa com os grandes hits do Power Pop e do rock alternativo + Especial Teenage Fanclub

    No varandão lounge, exibição de filmes de Lemonheads & Oasis
    Entre os shows, divirta-se e cante com a gente no primeiro e único KARAOKÊ INDIE
    Sorteio de CD's de Ben Kweller, Everclear, Foo Fighters e muitos outros

    NAUTILLUS - Rua do Catete 124
    Sexta, 28 de março, às 23hs
    R$ 10 (até meia-noite) / depois R$ 12



    :: Sandro 11:47 [+] ::
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    :: Quarta-feira, Março 19 ::
    RASPAS E RESTOS INTERESSAM



    No dia seguinte que botei o post falando do novo CD do Renato Russo, fiquei sabendo que o Dado e o Bonfá não só apoiavam a idéia como estavam planejando fazer o mesmo com as sobras e raridades da Legião.

    Hoje de manhã entro no site da Rádio Cidade e leio a seguinte nota: "Os Paralamas estão pensando na possibilidade de lançar um cd com sobras de estúdio e algumas raridades no segundo semestre desse ano. Segundo informações do baterista João Barone, o novo álbum vai reunir “gravações raras e esquisitices”. Barone já adiantou que entre as tais raridades, está o clássico da Legião Urbana “Ainda é Cedo”, que os Paralamas gravaram com junto com a Legião Urbana num especial da TV Globo, em 1988."

    Daqui a pouco Titãs, Kid Abelha, RPM, Barão, Capital e Cia. vão pensar: "Putz! Boa idéia!"
    Aí, já viu... lá vamos nós de novo...


    :: Sandro 12:15 [+] ::
    ...

    :: Segunda-feira, Março 17 ::
    RUÍDO



    Coluna Roquenrou

    A principal conquista de um festival com bandas independentes é conseguir chamar a atenção, juntar numa mesma noite todas as tribos que povoam o underground e tirar um resultado harmonioso e produtivo disso tudo. E foi exatamente o que aconteceu no último dia 8 de março, com a primeira noite do festival Ruído, promovido por Gabriel Thomaz, do Autoramas, e Rodrigo Quik, da banda Narjara. Festival produzido para bandas nem tão novas assim, mas que continuam ralando no subterrâneo da música brasileira. É o tipo de evento que faz você acreditar que alguma coisa pode ser feita e mudada no atual cenário musical. Vamos aos shows:




    Onno: Já fui a muitos shows dessa banda e essa apresentação foi especial. Como em outros shows, abriram com a já clássica "Lillie" e foram em frente com seu power-pop competente e melodioso. O show contou com duas participações especiais: o guitarrista da banda Camaleões, Apoena, que fez ser nítida a necessidade de mais um guitarrista na Onno, e o grande Diego Medina, ex-Vídeo Hits, que arrasou na versão de "Garoto boa-pinta", música que chegou a ser gravada pela sua antiga banda, porém nunca lançada. Apesar dos problemas com o vocal (muito baixo) e com a bateria que desmontava a cada música, o show foi muito bom e serviu bem para esquentar a platéia.



    Brinde: Banda da Bahia com claras influências de "The Who" e brit pop em geral. Foi legal constatar que a banda conta com alguns fãs aqui no Rio capazes de captar as piadas internas que rolaram no meio do show. Destaque para o baterista que é uma figuraça, com suas caras e bocas e empolgação fora do comum. Rock descompromissado.



    Narjara: Outra banda que conheço bem, fez também uma de suas melhores apresentações. Liderada por Rodrigo Quik, um dos produtores do evento, a banda tocou algumas músicas do seu CD Minne Mennään, como "Amor à primeira vista" e "Ingrata", canção dedicada à musa inspiradora da banda, a atriz Narjara Tureta. O show ainda contou com uma versão do tema do seriado japonês Espectreman, grande sucesso entre a criançada que nasceu pra lá dos anos 70. Quik tem uma presença de palco marcante, sai do palco, anda pelas mesas e alterna piadinhas entre as músicas com muita energia durante elas. O resto da banda vai no embalo. Show com direito a pedido de bis da platéia, que não aconteceu em virtude do atraso na programação.



    Glamourama: Já tinha tempo que eu queria ver um show deles e a impressão não poderia ter sido melhor. O Glamourama fez um show cheio de atitudes inusitadas e muito bem tocado. A idéia tem raízes na música de gente como David Bowie e é regada a roupas coloridas e muita purpurina. Destaque para "Cadáver no palco", cantada por alguns fãs presentes e que teve até beijo na boca entre o vocalista Marvel e o guitarrista Jazzmo. Muita cena, roquenrou, brilho e gritos das meninas. Em respostas aos que o chamam de homossexuais, eles dizem que são "os últimos rapazes sensíveis da cidade". Como prefiro não me meter nesse assunto, posso dizer que os caras me surpreenderam com uma presença de palco teatral, estrelismo na dose certa e músicas com muita energia.



    Wander Wildner: Wander Wildner e seu "punk brega" tem um público fiel e animado. O show contou com a participação de Tom Capone no baixo (um midas da atual indústria fonográfica) e Mário Jorge na bateria (batera da banda Penélope) e um repertório composto pelos grandes sucessos de Wander, como "Eu tenho uma camiseta escrita eu te amo" e "Lugar do caralho". Guitarra distorcida, bebedeira no palco, poga, calcinha sendo jogada no palco e fãs saltando e mergulhando na platéia fizeram parte de sua apresentação.



    Diego Medina e sua turma: Após sua participação no show da Onno, o gaúcho Diego Medina reapareceu para fechar a noite, com sua turma formada por Domênico na bateria, Gabriel Bubu no baixo, Pedro Sá na guitarra e Moreno Veloso no Laptop. Foram tocadas músicas das bandas de Medina como o Vídeo Hits, Senador Medinha,e Doiseu Mimdoisema. Medina é um desses caras especiais, que contagia a platéia, faz um show foda e ainda vai tomar uma cerveja contigo depois no bar. Sua performance de palco inclui desde um ataque epilético (na música “Epilético”) até coisas mais suaves. Pra terminar, “cozinha oriental”, mais uma do Vídeo Hits.



    E assim foi encerrada uma das grandes noites do rock alternativo brasileiro. Foi muito bom ver a casa lotada e as bandas que tocaram. Que venham mais festivais como o Ruído e viva a renovação do roquenrou nacional.


    :: Pedro 18:58 [+] ::
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    :: Sexta-feira, Março 14 ::
    HERMANOS FINALIZAM 3° DISCO


    Segundo o site do Los Hermanos, a gravação do 3° disco da banda terminou. Estou super curioso para ouvir as músicas novas ainda mais depois que eu li no blog do Bruno Medina que ele já levou o CD pra casa e se amarrou, coisa que não aconteceu nos outros dois. Eu acho engraçado pensar que eu conheço um monte de gente que tem contato com os caras mas eu não conheço nenhum hermano pessoalmente. Outro dia, eu, o Gustavo e a Vivian batemos um papão com o Diego Medina, ex-vídeo hits, lá no Ruído Festival. Esse é um dos caras que acompanharam as gravações e que já deve ter uma noção exata de como está esse CD. Falando nele, o cara é hiper gente boa e eu descobri que ele também tem um blog. Vale a pena clicar e conferir


    Enfim, já vi que vou ter que esperar mesmo pelo CD nas lojas.



    :: Pedro 10:37 [+] ::
    ...

    :: Quinta-feira, Março 13 ::
    SOPA DE ENTULHO



    Chega às lojas no próximo dia 27, o CD "Renato Russo Presente", compilado a partir do material solo deixado pelo cantor. Produzido por Marcelo Froes, o CD inclui trechos de entrevistas e quatro músicas inéditas: "Hoje" (parceria de Renato com Leila Pinheiro), "Mais uma vez" (Renato e Flávio Venturini), "Boomerang Blues" (gravado em 86 pelo Barão e tocado neste CD pelo Blues Etílicos) e uma inexplicável versão mix de "Cathedral Song" (Stone Wall) com "Catedral" (versão brasileira de Zélia Duncan). De "bônus" ainda vem ''Thunder road'', uma antiga canção estradeira de Bruce Springsteen em versão caseira, voz e violão gravada em fita cassete e melhorada em estúdio.

    Ainda não ouvi (nem vi) o CD, mas como eterno fã de Renato sinto como se estivessem me empurrando uma grande sopa de entulho goela abaixo.

    Será que não vão deixar o cara descansar em paz?


    :: Sandro 16:43 [+] ::
    ...

    :: Quinta-feira, Março 6 ::
    RESSACA CARIOCA



    Mais um carnaval se foi e, como muita gente costuma dizer, finalmente o ano de 2003 vai começar. Calma! Vai começar sim, mas só na segunda-feira. ;-)
    Enquanto isso, a gente vai curtindo aquela ressaca... regada a muito rock, é claro!

    Neste fim de semana, o Ballroom recebe em seu segundo carnaval consecutivo, o Ruído Festival 2003. A escalação da edição 2003 manteve o bom nível do ano passado, que teve Dead Fish, Mukeka di Rato, Autoramas, dentre outros nomes do rock independente nacional. Confira as atrações deste ano:

    Dia 08, Sábado, 21h30
    Wander Wildner (RS)
    Diego Medina (ex-Videohits) & Sua Turma (RS)
    Narjara (RJ)
    Glamourama (RJ)
    Onno (RJ)
    Brinde (BA)

    Dia 09, Domingo, 19h
    Os Pedrero (ES)
    Netunos (RJ)
    Noção de Nada (RJ)
    Canastra (RJ)
    Cara de Porco (RJ)
    Go! (RJ)

    O festival contará ainda com a exposição de quadrinhos Bandas Desenhadas, de Pedro de Luna; um mega stand com CDs das três maiores gravadoras independentes cariocas (Navena Muzik, Midsummer Madness e Tamborete) e um bazar da figurinista Layana Thomaz e da vocalista da banda Penélope, Érika Martins.

    RUÍDO FESTIVAL 2003
    Local: Ballroom - Rua Humaitá, 110, Humaitá
    Ingresso: R$ 10 com filipeta R$ 12 normal


    Apareçam por lá ou corram o risco de passar o fim de semana assistindo o desfile das campeãs. (argh!)




    :: Sandro 11:33 [+] ::
    ...

    :: Domingo, Março 2 ::
    FAMA


    Quem nunca se deixou atrair pela fama que atire a primeira pedra. A verdade é que encontrar alguém famoso é sempre um acontecimento, por mais que você nem admire a pessoa. Você fica olhando os gestos, percebendo o outro como se ele fosse alguém incomum, capaz de fazer coisas que só ele pode fazer. É esquisito admitir isso mas eu sempre me sinto assim numa situação dessas.


    Hoje por exemplo, eu encontrei um cara de uma banda que eu gosto muito num clube que meu pai é sócio. O cara estava lá, com a namorada, de chinelão, curtindo um sol e uma piscina. Foi difícil não conter aquele olhar curioso, inquietante, aquela vontade de chegar na mesa dele e dizer:"Pô cara, me amarro no seu trabalho, acompanho o seu blog, acho foda a sua banda". Interessante também foi constatar que apenas eu parecia estar reconhecendo aquela figura, prova de que uma bunda hoje em dia vale mais que mil palavras (Trocadilho imperdoável mas necessário). Mais ou menos uma hora depois o cara se levantou, pegou suas coisas e foi embora como se nada tivesse acontecido, como se a presença dele ali não tivesse me abalado totalmente.


    Fiquei pensando o que eu faria se fosse famoso e alguém que gostasse do meu trabalho se aproximasse de mim pra conversar e tal. E se eu estivesse ali só pra descansar, com a minha mulher, sem querer ser importunado por ninguém ? Sei lá, sinceramente não saberia qual seria minha reação. Eu sempre defendi a tese de que gostaria de ser reconhecido pelo meu trabalho e não apenas pela fama que ele pode vir a trazer. Não deixa de ser um paradoxo interessante. De qualquer forma, se isso um dia acontecer, é um papo pra bem mais tarde.


    :: Pedro 17:55 [+] ::
    ...

    :: Sábado, Março 1 ::
    FALOU E DISSE



    "Quando ouço um disco não o faço em busca de influências. Sou infuênciado à medida que gosto de um disco. A influência é fruto do afeto, por uma banda, por uma pessoa, por uma frase, por um pensamento, por uma caligrafia. Um artista não escolhe suas influências, ele as tem como uma coleção turva daquilo que o emocionou ao longo da vida. É muito comum perguntar a um artista quais são suas influências. Todo artista é influenciado por outros artistas mas é também comum que se tome por influência a imitação. O artista - o que considero - busca sua própria linguagem, é isso que determina o fato de ser artista. Ele o faz a partir daquilo que o afeta, nas artes e na vida. Construir uma linguagem própria não é recortar e colar aquilo que mais gosta em outros artistas, isso é trabalho de curador de exposição, de professor, de colecionador. Não escolho minhas influências assim como não escolho a quem amar." (Rodrigo Amarante)

    Bom, pra mim é ISSO!!!


    :: Sandro 01:53 [+] ::
    ...

    :: Quinta-feira, Fevereiro 27 ::
    SOM DA RUA


    Ontem teve Som da Rua lá no Hard Rock Café no evento chamado "Rock Revisão" produzido pelos próprios membros da banda. Foi o show especial de lançamento do CD deles gravado de forma independente e que eu não consegui comprar em virtude ter saído um pouco mais cedo do local.


    Conheço o Som da Rua desde 98 quando eles tocaram no finado Fest Valda (Por que não existe mais?), lá no morro da Urca e sempre gostei do som dos caras. É possível perceber que ao longo desses 4 anos de banda eles pegaram muita estrada e o show está totalmente redondo. Pena que seja necessário colocar covers e que o tal projeto não seja viável apenas com músicas da banda e de outros artistas menos conhecidos do grande público. Na minha ingenuidade, ouso imaginar um evento toda quarta-feira, produzido pelo Som da Rua, onde fossem tocadas músicas novas que com o tempo se tornariam clássicos para os frequentadores do local e que atrairiam cada vez mais pessoas ansiosas por novidades.


    Voltando para o planeta Terra, o legal do Rock Revisão é que todas as covers são versões da banda. Você é capaz de ouvir "Ciúme" do Ultraje a Rigor numa versão lenta estilo "Anos 50" e músicas da Jovem Guarda em versões altamente Roquenrou. Além disso, os caras são excelentes músicos e o show é pressão do início ao fim. O vocalista Liô arrebenta com uma presença de palco marcante que inclui pulos e passagens de "Air Guitar". A cozinha é muito bem alimentada pelo baixo de João Rodrigo (Aquele mesmo da Rádio Cidade, produtor da Vez do Brasil) e do batera Renato Santoro. A base vem dos teclados de Fabrizio Iorio e do novo guitarrista da banda que sinceramente eu não sei o nome (No site oficial ainda consta o nome de Marcelo Rezende, irmão de Liô).


    Quem se interessar é só visitar o site do som da rua e baixar as músicas do novo CD. Eu aprovo !


    :: Pedro 12:04 [+] ::
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    :: Sexta-feira, Fevereiro 21 ::
    MAIS UM FIM DE SEMANA AGITADO



    Amanhã, na Casa de Cutura da Estácio – Barra, a banda Magnólia lança seu primeiro CD (independente) "Aquele jeito". O grupo faz um pop-rock sincero e espontâneo inluenciado principalmente por nomes como Alanis, Dave Matthews e Sting. Abrindo a noite tem Clarim Diário mostrando os novos arranjos das músicas do EP "Depois do Temporal" e dos shows que deram no ano passado.

    SERVIÇO

    CLARIM DIÁRIO + MAGNÓLIA
    Lançamento do CD "Aquele jeito"
    Sábado, dia 22 de fevereiro, às 21h
    Local: Casa de Cultura da Estácio (Av. Érico Veríssimo, 359 - Barra)
    Preço: R$10 (R$ 7 antecipado)

    **********************************************************************************

    No domingo tem rock dos bons no bar Convés, em Nikity. Dentro do projeto Sound A, as bandas Middas, Inside Out, Bleach, Tchopu e Dissonância começam a esquentar as guitarras a partir das 17h. Quem tiver de bobeira, vale a pena dar uma chegada lá.

    SERVIÇO

    MIDDAS + INSIDE OUT + BLEACH + TCHOPU + DISSONÂNCIA
    Projeto Sound A
    Domingo, dia 23 de fevereiro, às 17h
    Local: Bar Convés (Trav. Cel. Tamarindo, 137, Gragoatá – Niterói)
    Preço: R$ 5

    Um pouco mais tarde, na Casa da Matriz, o incansável produtor, webdesigner, fotógrafo e amigo Marcos Sketch comemora seu niver na festa Sundae Tracks com direito a um "Tributo ao Weezer" com membros das bandas Leela, Carbona, HillValleys e Canvas. Parabéns Sketch!

    SERVIÇO

    SUNDAE TRACKS
    Tributo ao Weezer
    Domingo, 23 de fevereiro, às 20h30
    Local: Casa da Matriz (Rua Henrique Novaes, 107 - Botafogo)
    Preço: R$ 8

    ********************************************************************************

    Quem não pôde ir no Canecão na última quarta feira perdeu um momento quase que histórico pro rock do Rio. Depois de muito tempo (acho que os últimos foram os Los Hermanos), uma banda tipicamente carioca vinda direto do underground se apresentou no Canecão. O quarteto do Leela provou e comprovou a todos o que o nosso presidente não cansa de falar em seus discursos pós-eleições: "a esperança está vencendo o medo". Um show praticamente impecável. Músicos experientes e competentes, som excelente e, como sempre, Bianca Jhordão dando uma aula de carisma e sensualidade na dose exata, sem apelação e muita atitude.

    Uma injeção de ânimo em quem ainda acredita que o rock e o Rio de Janeiro estão voltando com toda a força. Parabéns Leela!





    :: Sandro 11:57 [+] ::
    ...

    :: Segunda-feira, Fevereiro 17 ::
    ABRIL PRO ROCK 2003 – 10 ANOS



    Um dos eventos anuais de rock mais importantes do Brasil está completando 10 anos. O Abril Pro Rock, que desde 2001 vem se realizando também em São Paulo, acaba de divulgar a programação para a etapa tradicional de Recife.

    O festival que revelou nomes como Chico Science, Mundo Livre S/A, Los Hermanos, Penélope e tantos outros, acontecerá nos dias 11, 12 e 13 de abril, no Centro de Convenções de Pernambuco.

    11 DE ABRIL – Início às 21h

    PALCO1
    O Rappa (RJ)
    Nação Zumbi (PE)
    Dj Dolores e Orchestra Santa Massa (PE)

    PALCO 2
    Stereo Maracanã (RJ)
    Chico Correa (PB)
    Instituto (SP)

    12 DE ABRIL – Início às 17h

    PALCO 1
    Shaman (SP)
    Hanagorik (PE)
    Terroggruppe (ALE)
    Dead Fish (ES)

    PALCO 2
    Mukeka Di Rato (ES)
    Infested Blood (PE)
    Porão GB (PE)
    Nancyta e os Grazzers (BA)

    13 DE ABRIL – Início às 17h

    PALCO 1
    Ira (SP)
    Nando Reis (SP)
    Los Hermanos (RJ)
    Siba (PE)

    PALCO 2
    Maciel Salu e o Terno doTerreiro (PE)
    Cachorro Grande (RS)
    Porão GB (PE)
    Nancyta e os Grazzers (BA)






    :: Sandro 11:43 [+] ::
    ...

    :: Sexta-feira, Fevereiro 14 ::
    OS EMBALOS DE SEXTA E SÁBADO À NOITE



    Hoje, a Nautilus vai pegar fogo com a segunda festa de lançamento da coletânea "Indie é o novo pop", que traz 15 das melhores bandas da nova geração do rock alternativo brasileiro reunidas pela primeira vez num CD produzido pela gravadora independente London Burning Records.

    Para comemorar a ocasião, três dos expoentes dessa nova geração estarão reunidos numa super festa: Jimi James, Nabuco On The Roxy e Onno, que prometem uma noite de shows regada ao melhor do poprock.

    14.02 - Festa London Burning
    Onno, Jimi James e Nabuco on The Roxy
    Local: Nautillus (Rua do Catete, 124 - próximo ao metrô Catete)
    Horário: 22h / Ingresso: R$10

    Amanhã, no Clube Novo Rio, rola a 5ª edição do festival "Masmorra". A noite promete ser de muito hard rock, hardcore, grunge rock e mais o que vier. Destaque para a banda Tchopu que está em estúdio fazendo a pré-produção do seu primeiro CD, com o início das gravações previsto para março. Vale a pena conferir!

    15.02 - Masmorra V
    Ato Obsceno, Futura Ink, Nitro, Tchopu, Sigil e Aleph Zero
    Local: Clube Novo Rio (Av. das Américas km 18, Recreio, na rua do Colégio Faria Brito)
    Horário: 20h / Ingresso:R$7 antecipado | R$12 na hora


    :: Sandro 12:15 [+] ::
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    :: Sexta-feira, Fevereiro 7 ::
    GRUPO ABRIL FECHA AS PORTAS


    SÃO PAULO (Reuters) - A Abril, um dos maiores grupos de comunicação do país, encerrou nesta quarta-feira as operações da gravadora da empresa, a Abril Music, culpando a pirataria e a competitividade de multinacionais no mercado da indústria fonográfica.


    A Abril Music, casa de artistas como Rita Lee, Titãs, Ivan Lins e Capital Inicial, foi criada em julho de 1998. Atualmente, a empresa tinha em seu catálogo mais de 300 títulos nacionais e internacionais e, de acordo com estimativas próprias, detinha 30 por cento do espaço de músicas executadas nas rádios brasileiras.


    Em comunicado à imprensa, a Abril informa que "o catálogo e os contratos da gravadora serão vendidos ao mercado. O selo continua sendo propriedade do Grupo Abril e poderá ser usado futuramente".


    Representantes da Abril não estavam disponíveis para falar sobre o número de funcionários atingidos com o fim da Abril Music e se há negociações em curso com outras gravadoras para repasse do catálogo.


    "Em quatro anos de operação, a Abril Music conseguiu ótimos resultados e vitórias importantes. Esse mercado, entretanto, é dominado pelas multinacionais e extremamente competitivo e, para complicar a situação, a pirataria na indústria fonográfica já ultrapassa 50 por cento", disse em nota o vice-presidente superintendente da unidade de Negócios Jovem,Giancarlo Civita.


    "Para continuar concorrendo, teríamos de injetar um capital significativo, a curto prazo -- o que não temos condições de fazer nesse momento", acrescentou.




    :: Pedro 12:49 [+] ::
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    :: Quarta-feira, Fevereiro 5 ::
    BANDAS NOVAS SE AVENTURAM



    A Marina da Glória vai sediar, nos próximos quatro dias, o evento "Aventura in Rio". Será o 1º evento voltado aos praticantes de esportes radicais e de aventura. O público presente poderá conhecer melhor modalidades como: alpinismo, bicicross, body-jump, jet ski, mergulho, montanhismo, mountain bike, paraquedismo, rafting, rapel, skate, ski, surf, vôo livre entre outros.

    E o melhor do rock carioca marcará presença nos 4 dias com algumas das principais bandas do underground do Rio.
    Confiram a programação:

    QUINTA, DIA 6/2
    Netunos e Cabeçudoss

    SEXTA, DIA 7/2
    Os Anjos, Rabugentos e Lazzaro

    SÁBADO, DIA 8/2
    Onno, Didi Subiu no Cristo e Som da Rua

    DOMINGO, DIA 9/2
    Chalaça, Homem Gol e Clarim Diário

    Aventura In Rio e II Rio Off Road Show
    Marina da Glória (Av. Infante D. Henrique, s/n - Glória)
    06 a 09 de fevereiro, das 14h às 22h
    Entrada: R$10,00 + estacionamento

    Pra quem gosta de esportes radicais e rock dos bons será um prato cheio!!





    :: Sandro 16:47 [+] ::
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    :: Quarta-feira, Janeiro 29 ::
    PENÉLOPE TAMBÉM ESTÁ GRAVANDO



    Assim como os cariocas Leela e Los Hermanos, a banda baiana (radicada no Rio) Penélope também está em estúdio preparando seu próximo CD, com lançamento previsto para abril.

    Agora, como artista do selo Zomba (Som Livre), o grupo prepara seu retorno ao mercado com o relançamento dos discos anteriores "Mi casa, su casa" e "Buganvília", ambos com faixas bônus surpresas. Além, é claro, deste novo trabalho que está sendo produzido por Bruno Gouveia (Biquini Cavadão) e Luíz Carlos "Meu Bom".

    Pelo jeito, em abril, não vai faltar coisa nova pra ouvir.

    Mais informações no novo (e bacana) site da banda.






    :: Sandro 12:44 [+] ::
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    :: Segunda-feira, Janeiro 27 ::
    LOS HERMANOS NO ESTÚDIO


    Já é possível acompanhar as gravações do novo CD do Los Hermanos através do site da banda. A produção desse terceiro disco é assinada por Kassin que ano passado produziu o disco de Caetano e Jorge Mautner. Pra quem gosta de raridades e bastidores como eu, vale a pena dar uma conferida.


    :: Pedro 14:35 [+] ::
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    :: Sexta-feira, Janeiro 24 ::
    ROCK CARIOCA EM ALTA



    Menos de um ano depois da banda Detonautas assinar com a Warner, mais um fiel representante do rock carioca dá um passo em direção ao tão cobiçado mainstream. Desde a última terça, o grupo Leela é o mais novo artista do selo Arsenal, do produtor Rick Bonadio.

    Após quase um mês de negociações, o quarteto liderado pela vocalista Bianca Jhordão assinou contrato e já arruma as malas pra passar de 30 a 40 dias em São Paulo gravando seu primeiro CD no poderoso estúdio Midas. Inicialmente, o álbum terá 11 músicas e o lançamento do primeiro single está programado para o mês de abril.

    Para quem acompanha a banda desde o começo, a notícia não surpreendeu. Há anos, o Leela vem fazendo um excelente trabalho independente e tudo indicava que esse seria um caminho natural. O talento dos músicos aliado à experiência e a visão de mercado de Bonadio podem render um sucesso quase que instantâneo. E, com certeza, essa pode ser a primeira alavanca pro rock carioca finalmente despontar no mercado.

    Sorte ao Leela! O rock do Rio não está morto! Quem viver, verá!




    :: Sandro 10:34 [+] ::
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    :: Terça-feira, Janeiro 21 ::
    MÚSICA PELO MUNDO



    Já que as coisas por aqui andam meio paradas, resolvi dar uma pesquisada e ver o que estava rolando na música internacional. Encontrei as seguintes "pérolas":

    - Concorrendo com a música "The Hands that built America", o U2 ganhou no último domingo o Globo de Ouro na categoria "Música Original". A canção foi tema do filme "Gangues de Nova York" e venceu concorrentes como a badalada "Die Another Day", feita por Madonna para "007 -- Um Novo Dia Para Morrer", "Father and Daughter", de Paul Simon para "Os Thornberrys e "Lose yourself", de Eminem para "8 MILE". Dá-lhe Bono!

    - Michael Jackson está cedendo e o que parecia impossível pode estar prestes a acontecer. Juntamente com seus irmãos Marlon, Jackie, Tito e Jermaine, após 20 anos, os Jackson Five estariam se reunindo e planejando uma turnê mundial, provavelmente para o ano que vem.
    Não custa lembrar que estamos falando de "titio Michael", que até outro dia estava ameaçando jogar o próprio filho pela janela. Enfim...

    - Funcionando com quase 350 copiadoras de CDs e gerando cerca de 1 bilhão de euros por ano, a maior rede européia de pirataria de música e filmes foi desfeita pela polícia espanhola. Após batidas em 13 locais na cidade de Madri, foram apreendidos 240 mil CDs e DVDs prontos para serem vendidos no mercado negro. Enquanto isso, no Rio de Janeiro, o prefeito César Maia continua "descendo o sarrafo" nos camelôs. Eu só queria saber onde vão parar esses milhares de cds apreendidos...

    - Depois de ver suas ações despencarem 75% no ano passado, a EMI segue sua luta para permanecer viva. Só que as vendas continuam caindo e já existem rumores de que a BMG e a Warner estariam negociando uma possível compra da gravadora que, entre outros artistas, possui nada menos que os Beatles em seu catálogo. Pra mim, vai acabar morrendo todo mundo abraçado. Que venham os selos!!

    - Outro dia acharam 30 músicas inéditas dos Beatles. Agora, um colecionador inglês jura "de pé junto" que tem uma gravação de uma "jam session" com John Lennon e Mick Jagger. Tom Fischer disse que comprou um disco não registrado e totalmente desconhecido de outro colecionador e quando ouviu o blues "Too Many Cooks" se convenceu que se tratava da voz de Jagger. Bom, até aí tudo bem. Só que a casa de leilões Cooper Owen falou que John Lennon integrou a banda que acompanhou Jagger nessa gravação e, apesar de não haver nenhum indício de que John estava lá nesse dia, o canção desconhecida aumentou ainda mais o seu valor. O colecionador resolveu botar a raridade em leilão...na casa Cooper Owen. Se fosse aqui no Brasil ninguém ia levar a sério...








    :: Sandro 17:28 [+] ::
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